
O Repositório Institucional da Universidade Federal Rural da Amazônia (RIUFRA) é um dispositivo de armazenamento e disseminação das obras intelectuais da UFRA, produzidas no âmbito das atividades de pesquisa, ensino e extensão da instituição. É composto de documentos em formato digital, provenientes das atividades desenvolvidas pelo corpo docente, discente e técnico-administrativo da UFRA e por obras elaboradas a partir de convênio ou colaboração entre a instituição e outros órgãos publicados em autoria e/ou coautoria.
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http://repositorio.ufra.edu.br/jspui/handle/123456789/2540
Título: | Saúde do solo em sistemas de produção de palma de óleo na Amazônia oriental. |
Orientador: | VASCONCELOS, Steel Silva |
Autor(es): | GOMES, Mila Façanha |
Palavras-chave: | Sistema agroflorestal (SAF) Dendezeiro Palma de óleo Carbono lábil do solo Solo - Qualidade Solo degradado Oil palm Soil quality Degraded soil Labile soil carbon |
Data do documento: | 2025-02-11 |
Editor: | UFRA - Campus Belém |
Citação: | GOMES, Mila Façanha. Saúde do solo em sistemas de produção de palma de óleo na Amazônia oriental. Orientador: Steel Silva Vasconcelos. 2024. 136 f. Tese (Doutorado em Agronomia) - Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, 2024. Disponível em: http://repositorio.ufra.edu.br/jspui/handle/123456789/2540. Acesso em: . |
Resumo: | Sistemas agroflorestais (SAFs) são reconhecidos por promover melhoria da saúde e aumento do estoque de carbono (C) do solo. Na região Amazônica, SAFs com palma de óleo têm sido cultivados como estratégia produtiva e de recuperação de áreas degradadas. No primeiro capítulo, avaliamos dois SAFs com palma de óleo que diferem no nível de diversidade de espécies: maior diversidade (SAF-B) e menor diversidade (SAF-A). Usamos uma floresta em regeneração (FOR) como referência. Nas camadas 0-10, 10-20 e 20-30 cm do solo, avaliamos indicadores químicos: acidez ativa (pH), cálcio (Ca), magnésio (Mg), potássio (K), fósforo (P), alumínio (Al); (b) indicadores físicos: densidade (DS) e estabilidade de agregados (AGREG) e; (c) indicadores biológicos: carbono oxidável por permanganato (CPOX), carbono orgânico particulado (COP), teor e estoque de carbono orgânico do solo (COS) e estoque de raízes (RAIZ). Os valores dos indicadores biológicos na camada 0-10 cm, especialmente os indicadores de C, foram mais altos nos SAFs do que na floresta, encontramos o mesmo padrão para os indicadores químicos. Os indicadores físicos não apresentaram um padrão específico de variação; a AGREG foi maior na floresta do que nos SAFs em no perfil do solo e densidade foi maior no SAF-B e FOR em comparação ao SAF-A em 20-30 cm. Portanto, os SAFs com palma de óleo melhoram a saúde química e biológica do solo, especialmente nas camadas mais superficiais, mas não melhoram a saúde física do solo em relação à floresta. No segundo capítulo, avaliamos a atividade das enzimas Betaglucosidase (Beta) e Arylsulfatase (Aryl), CPOX, respiração microbiana (RM), matéria orgânica do solo (MOS) e COS em três sistemas de cobertura do solo (SAF com palma de óleo, monocultivo de palma de óleo e floresta) e nas zonas de manejo (ZM) dos sistemas de palma de óleo (carreadorCAR, área de coroamento da palma de óleo-ACP, empilhamento de folhas-PIL e faixa diversificada-DIV). Encontramos melhores níveis desses indicadores de saúde do solo nos SAFs em comparação a floresta e monocultivo; e níveis superiores na PIL, intermediários na DIV e ACP e inferiores no CAR. Nossos resultados para COS, Beta, Aryl e CPOX indicam que SAFs promovem melhor saúde do solo em comparação com o monocultivo e a floresta. Esses indicadores mostram que as ZM com maior aporte de C (PIL, DIV e ACP) melhoram a saúde do solo. Em geral, Beta, Aryl, CPOX e COS foram mais sensíveis que RM e MOS para diferenciar os sistemas de cobertura do solo e as ZM. No terceiro capítulo, avaliamos o incremento de CPOX e COS entre 2018 e 2022 nos SAFs, monocultivo e floresta; e nas ZM. Nossos resultados para CPOX e COS mostram 17 que os SAFs apresentam maior incremento na saúde do solo a curto prazo em comparação ao monocultivo. Em relação às ZM, as zonas dos SAFs apresentaram incremento em CPOX e COS, diferente do monocultivo, onde a saúde do solo das ZM não mudou ou decresceu. De modo geral, o CPOX foi mais sensível para identificar diferenças nos incrementos da saúde do solo nos sistemas de cobertura do solo e nas zonas de manejo. A associação da adubação orgânica com a diversidade de espécies nos SAFs foi a principal responsável pelo incremento de curto prazo na saúde do solo nesse sistema em comparação ao monocultivo. Apesar dos resultados positivos para os SAFs, mais pesquisas são necessárias para avaliar mudanças de longo prazo na saúde do solo nesses sistemas de cultivo, visto que o ciclo de plantio da palma de óleo dura aproximadamente 25 anos. Contudo, nossos resultados sugerem que o cultivo de palma de óleo em SAFs pode ser uma alternativa mais sustentável que o monocultivo e tem grande potencial para incrementar a saúde do solo. |
Abstract: | Agroforestry systems (AFS) are generally recognized for enhancing soil health and increasing soil carbon (C) stocks. In the Amazon region, AFS with oil palm have been cultivated as a productive strategy and for the recovery of degraded areas. In the first chapter, we evaluated two AFS with oil palm that differ in species diversity: higher diversity (AFS-B) and lower diversity (AFS-A). A regenerating forest (FOR) was used as a reference. In the 0-10, 10-20, and 20-30 cm soil layers, we evaluated chemical indicators: active acidity (pH), calcium (Ca), magnesium (Mg), potassium (K), phosphorus (P), aluminum (Al); (b) physical indicators: soil density (SD) and aggregate stability (AGG); and (c) biological indicators: permanganate oxidizable carbon (POXC), particulate organic carbon (POC), total soil organic carbon content and stock (SOC), and root stock (ROOT). The values of the biological indicators in the 0-10 cm layer, especially the C indicators, were higher in the AFS than in the forest, and we found the same pattern for the chemical indicators. The physical indicators did not show a specific variation pattern; AGG was higher in the forest than in the AFS across the soil profile, and density was higher in AFS-B and FOR compared to AFS-A in the 20-30 cm layer. Therefore, AFS with oil palm improve the chemical and biological health of the soil, especially in the more superficial layers, but do not improve the physical health of the soil compared to the forest. In the second chapter, we evaluated the activity of the enzymes βglucosidase (Beta) and arylsulfatase (Aryl), POXC, microbial respiration (MR), soil organic matter (SOM), and SOC in three ground cover systems (AFS with oil palm, oil palm monoculture, and forest) and in the management zones (MZ) of the oil palm production systems (pathway - CAR, area around the oil palm crown - ACP, leaf pile - PIL, and diversified strip - DIV). We found higher levels of these soil health indicators in the AFS compared to the forest and monoculture; and superior levels in PIL, intermediate in DIV and ACP, and lower in CAR. Our results for SOC, Beta, Aryl, and POXC indicate that AFS promote better soil health compared to monoculture and forest. These indicators show that MZ with higher C input (PIL, DIV, and WED) improve soil health. In general, Beta, Aryl, POXC, and SOC were more sensitive than MR and SOM to differentiate the ground cover systems and MZ. In the third chapter, we evaluated the increase of POXC and SOC between 2018 and 2022 in AFS, monoculture, and forest, and in MZ. Our results for POXC and SOC show that AFS present a greater short-term increase in soil health compared to monoculture. Regarding the MZ, the zones of the AFS 19 showed an increase in POXC and SOC, unlike the monoculture, where the soil health of the MZ did not change or decreased. Overall, POXC was more sensitive in identifying differences in soil health increments in the ground cover systems and MZ. The combination of organic fertilization with species diversity in AFS was the main factor responsible for the short-term increase in soil health in this system compared to monoculture. Despite the positive results for AFS, further research is needed to evaluate long-term changes in soil health in these cropping systems, given that the oil palm planting cycle lasts approximately 25 years. However, our results suggest that cultivating oil palm in AFS can be a more sustainable alternative to monoculture and has great potential to enhance soil health. |
URI: | http://repositorio.ufra.edu.br/jspui/handle/123456789/2540 |
Aparece nas coleções: | Teses - Agronomia |
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