O Repositório Institucional da Universidade Federal Rural da Amazônia (RIUFRA) é um dispositivo de armazenamento e disseminação das obras intelectuais da UFRA, produzidas no âmbito das atividades de pesquisa, ensino e extensão da instituição. É composto de documentos em formato digital, provenientes das atividades desenvolvidas pelo corpo docente, discente e técnico-administrativo da UFRA e por obras elaboradas a partir de convênio ou colaboração entre a instituição e outros órgãos publicados em autoria e/ou coautoria.
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https://repositorio.ufra.edu.br/jspui/handle/riufra/2932| Título: | Caracterização das variedades de cafés ancestrais cultivados em sistemas agroflorestais de quintais no nordeste paraense |
| Orientador: | Kato, Osvaldo Ryohei |
| Autor(es): | SANTOS, Rogerio Prestes dos |
| Palavras-chave: | Ancestralidade - Quintais florestais Pará - Produção de Café Sistema agroflorestal - Agricultura familiar Sistema agroflorestais - Ancestralidade Etnobotânica Coffea arabica Coffea liberica Café - Taxonomia vejetal |
| Data do documento: | 2026-08-31 |
| Editor: | UFRA/CAMPUS BELÉM |
| Citação: | SANTOS, Rogerio Prestes dos.Caracterização das variedades de cafés ancestrais cultivados em sistemas agroflorestais de quintais no nordeste paraense. Orientador: Orientador: Osvaldo Ryohei Kato. 2026. 99 f. Dissertação ( Mestrado em Ciências Florestais) - Universidade Federal Rural da Amazônia. Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufra.edu.br/jspui/handle/riufra/2932. Acesso em: |
| Resumo: | O pioneirismo do estado do Pará na produção cafeeira no século XIX no Brasil promoveu uma corrida que disseminou as plantas de café nos municípios do Estado. Essa disseminação fez do Pará o primeiro exportador do país, enviando café de Belém para Portugal no ano de 1732. O cultivo da planta aconteceu em localidades próximas aos rios, sendo os rios Capim e Guamá importantes para propagação do fruto nas áreas das quais fazem parte os municípios Irituia, São Domingos do Capim, Ourém, Capitão Poço, Mãe do Rio e São Miguel do Guamá, que atualmente apresentam características agrícolas. O declínio da produção cafeeira na região ocorreu pela dificuldade de adaptação ao clima e pelo início do ciclo da borracha, nesse contexto é possível inferir que o café remanescente nas regiões do Estado pode manifestar características adaptativas ao clima quente como as espécies Coffea canephora e C. liberica, este último possui ainda maior resistência ao fungo Hemileia Vastatrix. Nesse contexto, entende-se a importância da agricultura familiar e seus quintais agroflorestais como responsáveis pela manutenção das plantas de café. Assim, a necessidade de caracterizar os cafés produzidos em sistemas agroflorestais de quintais na mesorregião do Guamá e sua ancestralidade são importantes fatores que contribuíram para a manutenção dessas plantas e sua ancestralidade. Diante disso, busca-se caracterizar os cafés cultivados em sistemas agroflorestais de quintais como ancestrais. A metodologia envolveu um levantamento bibliográfico secundário com o termo descritor “Ancestralidade do Café”, o estudo usou Plataforma periódicos capes, artigos acadêmicos, dissertações, teses, livros e entre outros), para ampliar as informações sobre o termo pesquisado. Além disso, a pesquisa de campo utilizou recursos audiovisuais (registro fotográfico, georreferenciamento com auxílio do GPS (Global Position System), e aplicação de questionário com perguntas abertas, fechadas e “semiestruturadas” com intuito de perceber a ancestralidade através das perguntas sobre a origem de seus quintais. Nas perguntas abertas foram abordados os relatores dos produtores sobre a origem das plantas de café do seu quintal. Foram feitas entrevistas com os proprietários dos quais buscou-se trabalhar o termo ancestralidade e origem das plantas dos seus dos seus quintais. Os resultados evidenciam que o Pará teve papel central na introdução do café no Brasil, demonstrando que os cafés ancestrais cultivados em quintais agroflorestais do nordeste paraense podem ser remanescentes das primeiras plantas que chegaram em Belém no ano de 1727.O estudo também destaca a importância dos quintais agroflorestais para a conservação da biodiversidade e a integração de espécies frutíferas e florestais de relevância ecológica. |
| Abstract: | The pioneering role of the state of Pará in coffee production during the 19th century in Brazil promoted a dissemination process that spread coffee plants throughout several municipalities of the state. This expansion made Pará the country's first coffee exporter, shipping coffee from Belém to Portugal in 1732. Coffee cultivation took place mainly in areas near rivers, with the Capim and Guamá rivers playing an important role in the spread of coffee plants across regions that currently include the municipalities of Irituia, São Domingos do Capim, Ourém, Capitão Poço, Mãe do Rio, and São Miguel do Guamá, which today exhibit strong agricultural characteristics. The decline of coffee production in the region was associated with difficulties in adapting the crop to the local climate and with the emergence of the rubber boom. In this context, it can be inferred that the remaining coffee plants in the region may exhibit adaptive characteristics to hot climates, similar to those found in Coffea canephora and Coffea liberica, the latter also showing greater resistance to the fungus Hemileia vastatrix. Therefore, family farming and agroforestry homegardens are recognized as important systems responsible for maintaining these coffee plants over time. Thus, the need to characterize coffee cultivated in agroforestry homegarden systems in the Guamá mesoregion and to investigate their ancestry represents an important contribution to understanding the conservation and persistence of these plants. Accordingly, this study seeks to characterize coffee cultivated in agroforestry homegarden systems as ancestrais coffee. The methodology involved a secondary bibliographic survey using the descriptor “Coffee Ancestry.” The study consulted the CAPES Periodicals Portal, academic articles, dissertations, theses, books, and other sources to expand the available information on the topic. In addition, field research employed audiovisual resources, including photographic records, georeferencing using GPS (Global Positioning System), and the application of questionnaires containing open-ended, closed-ended, and semi-structured questions aimed at identifying ancestry through information regarding the origin of the homegardens. Open-ended questions focused on producers’ accounts concerning the origin of the coffee plants cultivated in their homegardens. Interviews were conducted with property owners, seeking to explore the concepts of ancestry and the origin of coffee plants in their agroforestry systems. The results demonstrate that Pará played a central role in the introduction of coffee into Brazil, suggesting that ancestral coffee plants cultivated in agroforestry homegardens in northeastern Pará may be remnants of the first coffee plants introduced to Belém in 1727. The study also highlights the importance of agroforestry homegardens for biodiversity conservation and for the integration of fruit and forest species of ecological significance. |
| URI: | https://repositorio.ufra.edu.br/jspui/handle/riufra/2932 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações - Ciências Florestais |
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| Caracterização das variedades de cafés ancestrais cultivados em sistemas agroflorestais de quintais no nordeste paraense | Café Ancestral arábica, Café Liberica, Biodiversidade, Quintais. | 1,59 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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